quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Bife Condenado




O gosto pelas plantas, desde a Antiguidade
Esta onda está crescendo. Seria o reinício de uma tradição milenar, como sugere a lista dos vegetarianos de ontem e de hoje, que você lê abaixo.

Zoroastro (628 a.C.-551 a.C.), religioso persa
Pitágoras (580 a.C.-500 a.C.), matemático grego
Sócrates (470 a.C.-399 a.C.), filósofo grego
Ovídio (43 a.C.-17 d.C.), poeta romano
Leonardo Da Vinci (1452-1519), pintor italiano
Isaac Newton (1643-1727), físico inglês
Voltaire (1694-1778), poeta francês
Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão
Charles Darwin (1809-1882), naturalista inglês
Franz Kafka (1883-1924), escritor tcheco
John Lennon (1940-1980), músico inglês
Linda McCartney (1941-1998), empresária inglesa
Brad Pitt (34 anos), ator
Brigitte Bardot (64 anos), atriz
Brooke Shields (33 anos),atriz
Claudia Schiffer (27 anos), modelo
Dustin Hoffman (62 anos), ator
Kim Basinger (45 anos), modelo
Martina Navratilova (43 anos), tenista
Paul McCartney (56 anos), músico
Richard Gere (49 anos), ator
Steve Jobs (43 anos), empresário
Sting (47 anos), cantor
Yoko Ono (65 anos), artista plástica


*P.s.: Levemos em consideração, por favor, que esta matéria foi publicada em 1998, gente!!!


Experiências recentes associam a carne vermelha a seis tipos de tumor. Três mil especialistas reunidos no Rio de Janeiro alertam para ter cuidado com ela.

por Denis Russo Burgierman, com Sônia Maia, de Londres

De acordo com o julgamento das maiores autoridades do planeta no combate ao câncer, só o cigarro pode ser mais perigoso do que uma picanha na brasa. Daqui para a frente, o rodízio e outros cultos da carne passam a ser o inimigo público número 2 segundo a bancada de juízes reunida no 17º Congresso Mundial do Câncer, em agosto, no Rio de Janeiro. Quem acha que essa é outra moda passageira vai mudar de idéia quando ficar sabendo que, segundo os médicos, 35% de todas as mortes por câncer se devem, em boa parte, ao abuso no consumo de filés, lombos e lingüiças.
Bye bye, fraldinha
“Quem come mais de 140 gramas por dia deveria pensar em reduzir a cota”, disse à SUPER o oncologista inglês John Cummings, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ou seja, se você é um carnívoro moderado e só ingere, diariamente, o equivalente a dois hambúrgueres médios de qualquer modalidade de carne vermelha (o que inclui boi, porco e os outros mamíferos comestíveis),
é melhor cortar um deles já. E se você é daqueles que não passam 24 horas sem deglutir uma portentosa fraldinha grelhada, é melhor procurar um nutricionista e se submeter a uma reeducação alimentar geral.
Nos países ricos o trauma será menor porque boa parte da população já vinha empurrando o vermelho para fora da paleta alimentar. Agora, com o veredicto dos cancerologistas, o destino do bife mal passado, no mundo todo, é se tornar ator coadjuvante em cardápios cada vez mais dominados por plantas e por delicadas receitas à base de peixes e frangos.

Os venenos que a proteína esconde

A lista de doenças atribuídas ao bife não é apenas impressionante. Ela está crescendo. Para se ter uma idéia, até o início dos anos 90, a preocupação dos médicos concentrava-se nos males da gordura animal para o coração. Os fanáticos do espeto corriam alto risco de ataques cardíacos, hipertensão e aterosclerose. “Como a proteína vermelha tem muita gordura, ela aumenta as taxas de colesterol, um entupidor de artérias”, diz Bruno Debenois, diretor de Nutrição da Organização Mundial da Saúde.
Nesta década os médicos perceberam que também tinham que se preocupar com outra sinistra coleção de moléstias, a dos tumores malignos. Até 1990, apenas um câncerhavia sido relacionado ao açougue, o do intestino, o terceiro que mais mata no mundo. Mas, de lá para cá, apareceram os da boca, da faringe e do estômago, o campeão de mortes no Brasil. E, este ano, estudos preliminares estão revelando ataques a mais dois órgãos, o seio e a próstata. Segundo previsões do Instituto Nacional do Câncer, os tumores do estômago terão sido responsáveis

Não está claro, ainda, qual é o elo entre a proteína vermelha e a proliferação de células malignas nos órgãos da digestão, mas que ele existe, existe. Há cinco suspeitos. Um deles é a gordura. “Ela dificulta a digestão, forçando o fígado e o estômago a produzir ácido em excesso”, explicou à SUPER o oncologista suíço Fabio Levi, da Universidade de Lausanne. “E a corrosão das paredes do intestino pode provocar mutações cancerígenas”, afirma ele.




Abaixo o bem-passado
Outra hipótese é a de que o enxofre contido nos medalhões e escalopes possa estar participando de uma conspiração terrível, ao lado de uma infinidade de pequenas foras-da-lei. São as bactérias moradoras do intestino, denuncia o oncologista Cummings. “É quase certo que as toxinas expelidas pelas bactérias ao devorar o enxofre colaboraram para o aparecimento da doença.” No começo deste ano, Cummings fez uma experiência que confirma a hipótese (veja infográfico abaixo, à esquerda).
Outra substância perigosa contrabandeada para dentro do organismo é o chamado amino heterocíclico. Apesar de não existir nas proteínas cruas, ele é criado pelo calor da grelha ou da panela, formando aquele pretinho crocante dos churrascos e das frituras. “Os aminos acabam no interior das células, onde se ligam ao DNA e provocam mutações cancerígenas”, diz Barbara Pence, da Universidade Técnica do Texas, nos Estados Unidos. Ela demonstrou que, em altas doses, esses compostos chamuscados atacam o intestino e o estômago de ratos. O saborosos suspeitos foram também associados ao câncer do seio.

Quinteto de morte
As duas últimas substâncias incriminadas são o alcatrão, o mesmo do cigarro, contido na fumaça que sobe da picanha na brasa, e, pasmem, o sal que recobre a tradicional carne seca. Sozinho, ele é inofensivo. Mas, misturado a uma substância de nome arrevesado, o N-nitrosamida – segregado pela ligeira fermentação da carne ao sol – se transforma numa toxina cancerígena. Diante de um quinteto nefasto como esse, fica difícil ignorar os riscos da proteína vermelha.

Em 1981, o empresário Vital Zurita representava uma raridade no Brasil. Fundador do restaurante Sativa, em São Paulo, ele era um dos poucos a servir comida natural no país. Quase vinte anos mais tarde, segundo ele, a situação se inverteu. “Naquela época, era quase impossível pedir um prato que não tivesse proteína animal”, lembra. “Agora, a concorrência é grande e até as churrascarias têm mais opções de saladas do que de assados.”
Menos desperdício
As folhas, grãos, frutas e outros vegetais também ajudam a aumentar a diversidade protéica à mesa e ainda acrescentam ingredientes que nem sempre existem nos frigoríficos, como as vitaminas e os carboidratos (veja no quadro abaixo à esquerda). “Esses itens são essenciais para que as proteínas sejam absorvidas e bem utilizadas”, ensina a nutricionista brasileira Flora Spolidoro. Os carboidratos fornecem energia para montar as moléculas; as vitaminas e os minerais controlam as reações químicas, evitando desperdício de matéria-prima.
“O segredo da boa saúde é mesmo a variedade”, afirma o gastroenterelogista Dan Weitsberg, editor da Revista Brasileira de Nutrição Clínica. Consumindo de tudo um pouco, o corpo aproveita melhor o que entra. O oncologista Saxon Graham, da Universidade do Estado de Nova York, diz que dá para garantir a saúde mesmo consumindo carne todos os dias, desde que não faltem vegetais no menu. “Se ela eleva o risco de câncer”, argumenta ele, “as plantas, em compensação, reduzem o perigo.” Saxon lembra que não se sabe bem como a coisa funciona, mas o fato é que quem tem uma boa dieta verde conquista a capacidade de consertar danos feitos pela carne no DNA, antes que os estragos virem tumor. É, ao mesmo tempo, uma boa notícia e um argumento definitivo a favor de mais pluralidade na bandeja.



A solução é dizer não ao sofrimento animal (Que deveria falar mais alto por sinal, não?)


[Muito grão, gente! Grãos, grãos, grãos, santo grão! Ricos em proteína...)

Não é só uma frase de efeito. Aqui, como em muitos países, rola, mesmo, uma onda verde, que tende a afogar os adeptos da lingüiça em um mar de almeirão. Uma pesquisa feita em outubro pela revista americana Cancer mostra que houve um crescimento de 20% no consumo de vegetais, nos Estados Unidos, desde 1973. Não é à toa que a Burger King, a segunda maior cadeia de lanchonetes do mundo, resolveu fazer um teste e lançou, em 1996, um hambúrger de soja nos Estados Unidos. A empresa afirma que ainda não tem uma avaliação definitiva, mas considera que, até agora, o resultado tem sido “interessante”. (Neste caso, recomendo o hambúrguer de gérmen de trigo, pois a soja [leia aqui sobre a soja] também não é flor que se cheire!  Nossa Vida Verde...)
A força das hortaliças é ainda mais clara na Inglaterra, a meca mundial dos vegetarianos. Lá, mais de 5% da população já é adepta dessa religião alimentar. E, de acordo com um levantamento do Instituto Gallup, feito há dois anos, 46% dos ingleses estavam cortando a carne vermelha das refeições.
Fome de granola
Com essa fome de granola, não espanta que a Linda McCartney Foods, criada em 1991, tenha se tornado uma potência no ramo dos produtos veggies. A dona da empresa, ex-mulher do músico Paul McCartney, por triste ironia morreu em abril de câncer no seio. Mas a companhia viu seu faturamento crescer 800% em sete anos e já exporta para a Austrália e os Estados Unidos.
Não são apenas os vegetais que tendem a expulsar a proteína animal dos menus. A carne branca, representada pelo frango, também participa do movimento. Embora tenha uma quantidade um pouco menor de alguns minerais importantes, como zinco e ferro, é muito nutritiva e não tem tanta gordura quanto a dos bovinos. Além disso, não está sendo indiciada por causar doenças letais, como esta última.

“A redução no consumo da carne vermelha é mais acentuada nos países ricos”, explica o especialista em comércio internacional de alimentos Frank Fuller, da Universidade do Estado de Iowa, nos Estados Unidos. “Nesses países, existe uma busca crescente por cardápios mais saudáveis.” Já os pobres, que antes não tinham acesso à cara carne vermelha, estão se aproveitando da queda internacional dos preços. A carne bovina também ganha adeptos no Oriente, lembra Fuller. Os casos extremos, segundo ele, são o Japão e a Coréia do Sul. Na Coréia, o consumo mais do que dobrou em dez anos. Fuller suspeita que esses povos estejam, como retardatários, imitando o hábito ocidental de exagerar nos hambúrgueres e filés.
O que é grave. Segundo Cummings, o especialista de Cambridge, os cânceres do sistema digestivo, antes quase inexistentes, estão começando a aparecer com freqüência cada vez maior naqueles países. É sinal de que a troca de sua mesa tradicional, farta em peixes, pelo anacrônico modismo ocidental está custando caro. Não é bom negócio ignorar o julgamento dos médicos reunidos no Rio. Até que sejam apresentadas novas provas, fica valendo a sentença: o bife só pode se aproximar de seu prato de vez em quando.
Para saber mais
The Nutrition Desk Reference, Robert Garrison e Elizabeth Somer, Keats Pub, New Canaan, 1997.

The Vegetarian Life: How to Be a Veggie in a Meat-Eating World, Elizabeth Ferber, Berkley Pub Group, Berkley, 1998.

Na Internet: www.ganesa.com

Gases vigiados

Cientistas ingleses desmascaram um conluio de bactérias para criar células malignas.

1. Um voluntário fica numa sala lacrada, onde o ar entra e sai por tubos dotados de válvulas. Controlando o tubo de saída, sabe-se quais são os gases produzidos pelo sistema digestivo da cobaia.

2. Os cientistas dão ao cidadão uma dieta de carne vermelha, que contém enxofre e hidrogênio, e esperam, mais tarde, durante a checagem, encontrar este último entre os gases gerados na sala.

3. No final da experiência, entretanto, acham muito pouco hidrogênio e passam a desconfiar que ele poderia estar sendo consumido dentro do intestino do voluntário. Decidem procurar quem é o ladrão de gás.

4. Exames revelam bactérias chamadas dessulfovíbrio, capazes de combinar hidrogênio e enxofre para obter energia. Elas expelem um composto tóxico, o dióxido de enxofre, que é cancerígeno.

Trivial variado

Cada almoço e cada jantar devem oferecer uma boa diversidade.

Proteína
A matéria-prima do corpo. Com elas, você produz sangue e outras células. Ela está nas nas carnes, nos queijos, nos ovos... Mas também está presente em muitos vegetais, desde seja ingerida uma boa quantidade diária destes últimos.

Gordura
A grande vilã dos cardíacos não é de todo má. Sem ela, o corpo não absorve vitamina C. A recomendação é evitar excessos, especialmente a da pele de frango e da carne vermelha.

Energia
Os açúcares, encontrados nos doces e frutas, e os carboidratos, no milho, arroz e batatas,liberam nas células a energia que faz tudo funcionar. Três a cinco copos de cereais ao dia fornecem a quantidade de que você precisa.

Vitaminas e minerais
Fazem o corpo usar a comida sem desperdício. Frutas e verduras têm vitamina C; leite, cálcio; carne, vitamina B e ferro. A medida é três a cinco copos de folhas ou legumes picados.
Fibras
Duras demais, não são digeridas. Passam direto pelo intestino e varrem toda a sujeira. Estão em frutas, arroz, trigo, centeio, cevada. Você completa a cota com duas ou três maçãs ao dia.




sexta-feira, 1 de julho de 2011

Bisfenol A: Você é o que come na embalagem que consome?

"Da qualidade das embalagens comercializadas no Brasil"


Por meio do sistema endócrino, os agentes químicos interferem nos organismos e alteram a síntese e a metabolização dos hormônios. Ele é integrador, assim como o sistema nervoso autônomo, e é regulado por uma série de eixos de retroalimentação. Interferentes químicos ambientais alteram a produção de hormônios agindo como desreguladores endócrinos.
Para debater este assunto, a conselheira do Cremesp e endocrinologista 
Ieda Verreschi convidou o químico Peter Rembischevski – mestre em química orgânica e especialista em toxicologia, há 10 anos na Gerência Geral de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) –  e Fabiana Dupont, uma das criadoras do portal O Tao do Consumo (Você é o que come na embalagem que consome www.otaodoconsumo.com.br), com foco em informações sobre agentes químicos desreguladores como o Bisfenol A, presente em embalagens plásticas
para alimentos.
Ieda: A partir de 1980 surgiram pesquisas científicas sobre desreguladores endócrinos, indicando que provocavam alterações em algumas espécies sem maior repercussão. Recentemente, o assunto passou a ter maior destaque em conferências científicas.
Peter: O conhecimento científico nessa área cresceu muito nos últimos dois anos. Ensaios em animais e células humanas demonstraram que o bisfenol e outros desreguladores endócrinos têm potencial para causar efeitos adversos. A dúvida é se as doses empregadas nos estudos estão acima das que se correlacionam com a exposição humana. Mas, não podemos descartar os efeitos nocivos demonstrados em animais.
Fabiana: Pesquisas apontam que a maior fonte de exposição de crianças ao bisfenol é a mamadeira de policarbonato. Já a de adultos são as latas de alimentos e bebidas.
Peter: Estudos não comprovaram efeitos nocivos em baixíssimas doses. A Comunidade Europeia baniu recentemente a mamadeira de policarbonato, que contém bisfenol, baseada no princípio de precaução. Nesse caso é bem aplicado, pois não há certeza sobre sua segurança, há indícios de malefícios. Gosto da frase dos toxicologistas de que “a ausência de evidência não é o mesmo que evidência de ausência”. Comprovar que os níveis de bisfenol presentes em mamadeiras ou em enlatados não fazem mal ao ser humano seria evidência de ausência, mas não é esse o status atual.
Fabiana: É preciso mais pesquisas, inclusive sobre a interação entre vários compostos. Cerca de 80 mil químicos são utilizados no mundo em produtos do cotidiano. Apenas 200 foram estudados em profundidade, e a maioria como agente isolado. Os EUA declararam guerra ao câncer com foco nos químicos, porque os cientistas concluíram que a genética e os maus hábitos não são suficientes para justificar o aumento de câncer. Outra coisa pode estar acontecendo, o bisfenol age como um estrogênio e alguns deles causam câncer e infertilidade. O hormônio pode ser utilizado pela medicina para outros fins, mas sua inclusão em embalagens alimentares é um despropósito. O bisfenol também está presente em recibos de máquinas de cartão de crédito. Quem trabalha como caixa durante todo o dia precisa ser acompanhado, pois também o recebemos por absorção dérmica. Alguns desreguladores não afetam apenas a geração atual, mas as duas seguintes. Nossa geração conviveu menos com plástico, mas as crianças de hoje vivem em outro mundo. Quais serão as consequências em longo prazo?
Ieda: O princípio da precaução é importante. A evidência da atuação de ftalatos não é tão forte no animal exposto, mas os defeitos se manifestam nas gerações seguintes. Verifica-se em modelos animais pela possibilidade de analisar três gerações em três anos.

"Operadoras de caixa de supermercados apresentaram maiores níveis de bisfenol" - Peter
Peter: O artigo que a Fabiana citou sobre máquinas de cartões tem outras conclusões, como a análise de presença de bisfenol no sangue e urina de mulheres grávidas. As que trabalham como caixa apresentaram maior ní­vel de bisfenol, comparada às outras ocupações. Ainda que de forma cautelosa, sugere que a exposição ao bisfenol não acontece apenas por ingestão como pensávamos. É preciso estudar a exposição à pele.
Fabiana: Além de embalagens alimentares, o bisfenol é utilizado em CDs, DVDs, computadores, filtro de cigarro, papel filme etc. É um produto muito lucrativo para a indústria petroquímica, que pressiona para continuar a vendê-lo. Atualmente, cerca de seis empresas sintetizam o bisfenol utilizado no mundo. Nos EUA, várias empresas já estão procurando alternativas, utilizando resinas novas ou passando para o vidro. Como essa questão está sendo tratada pela Anvisa?
Peter: No imaginário popular, a substância sintética é ruim e a natural, boa. Há desreguladores endócrinos em produtos sintéticos e naturais, como a soja. Os alimentos liberam pesticidas naturais. As plantas que ingerimos produzem substâncias mutagênicas e até cancerígenas para se defender de agressores. Mas têm também substâncias benéficas que neutralizam essas ações, como por exemplo, os antioxidantes. O organismo tem uma memória toxicológica evolutiva pelo convívio com essas substâncias nos alimentos há milhares de anos, criando sistemas imunológicos e enzimáticos capazes de depurá-las. Talvez não seja possível fazer o mesmo com a sintética, que acompanha a humanidade há apenas 50 anos.
Fabiana: Do período da gestação aos três anos é a janela mais preocupante. A mamadeira já libera bisfenol na temperatura ambiente. Mas com o aquecimento, libera até 50 vezes mais.
Peter: A Universidade de Lisboa fez estudos em mamadeiras – com leite, suco de laranja e água em variadas temperaturas até os 100 graus – que demonstraram a migração do bisfenol A para o líquido. Fez-se também avaliação de risco, com base no valor de DDA (Dose Diária Aceitável) de 50 microgramas de bisfenol por quilo corporal. O máximo que se atingiu foi 1,7 – muito abaixo do DDA. Até há pouco tempo, isso sustentava sua não proibição. Porém, passou a ser proibido nos EUA e Europa porque estudos, ainda que não conclusivos, demonstraram alguns efeitos em doses 200 vezes mais baixas do que a aceitável. A Anvisa manteve aberta até fevereiro a Consulta Pública número 114 sobre centenas de aditivos de contato com alimentos, inclusive o bisfenol em mamadeiras. A consulta é motivada pela necessidade de alteração de parâmetros. A resolução da Anvisa estava defasada em relação aos avanços científicos e aos atuais parâmetros da Europa. Ela estabelecia em três miligramas por quilo a quantidade máxima de plástico em alimento, enquanto a Europa já adotava 0,6. Para harmonizar a legislação europeia com a de países do Mercosul, a norma será alterada.
 

"A maior fonte de exposição de crianças ao bisfenol é a mamadeira de policarbonato" - Fabiana
Fabiana: Em relação às mamadeiras produzidas, a Anvisa está checando a migração com os fabricantes?
Peter: Pode ser que não estejamos preparados ainda para essa migração das mamadeiras. A Europa fez isso e quando colocou o tema em consulta pública perguntou aos fabricantes o que a mudança acarretaria. A fábrica poderia fechar ou despedir milhares de pessoas? A agência reguladora e as autoridades devem ter essa preocupação. Quando não há certeza, querendo fazer o bem, podemos causar mal maior. Também é possível colocar uma substância menos testada e segura que a anterior no mercado. Bem ou mal, o bisfenol é testado há 70 anos. A conclusão do questionário aos fabricantes de mamadeira foi a de que a própria indústria já tinha substitutos.
Fabiana: Há pouco o bisfenol foi proibido na Europa. Já está proibido no Canadá e em oito condados dos Estados Unidos. A dúvida é: onde vão parar essas mamadeiras? É importante que o público seja informado sobre o que está acontecendo. Não é demonizar o bisfenol ou o plástico. Existem opções e mesmo no Brasil não é preciso se expor a isso.


Ieda:
 No controle das águas, a Sabesp está fazendo um trabalho específico e algo deve mudar, mas a Europa faz isso há séculos.

Peter:
 Há algum tempo está sendo revisada a Portaria 518, do Ministério da Saúde, de controle de água. A Anvisa entrou nessa discussão e acabou se retirando porque não concordava com os parâmetros adotados. Minha área gerencial desenvolve um programa de controle de resíduos agrotóxicos em alimentos que, no máximo até 2012, passará a fazê-lo em água também.
Ieda: A maioria dos agrotóxicos é desregulador endócrino.
Fabiana: Muitos falam que a água da torneira em São Paulo é boa para beber. Eu tomo às vezes, mas fico com medo.
Peter: É boa no sentido microbiológico e de controle do cloro, entre outras substâncias. Mas o controle químico ainda está pendente. A portaria 518 tenta estabelecer limites mais restritos para algumas substâncias, mas comparado aos EUA, estamos atrasados.
Ieda: A iniciativa privada tem um papel no sentido de antecipar catástrofes?
Fabiana: Oficialmente não, mas é fundamental que as empresas deem esse passo, sem esperar o governo proibir. A medicina e a ciência andam rápido e os processos governamentais são burocráticos e lentos. As empresas que tomarem a iniciativa primeiro sairão ganhando pela atitude sustentável de um produto livre de bisfenol. Além da mamadeira, são milhares de produtos plásticos utilizados, o copo descartável, as garrafas pet, Tupperware etc. Seu preço é muito baixo e, depois de usados, nada valem. A maior parte do que fica jogado na rua é de plástico. Além do volume enorme, a decomposição leva séculos e seus componentes podem se desprender e ir para os leitos fluviais. Latas ou vidros ao contrário, têm valor.

"O princípio da precaução é importante; os defeitos podem se manifestar nas gerações seguintes" -  Ieda  
Peter: Isso acontece naturalmente nos países em que a população está mais conscientizada.
Fabiana: Pode ser interessante a volta da reutilização do vidro, porque ainda há logística para tal. Bares trabalham com garrafas retornáveis, mas fazíamos isso também em supermercados com os refrigerantes e outras bebidas. Reutilizar reduz custos e permite o retorno ao ciclo produtivo em vez de ir para o lixo.
Ieda: Grande parte dos acidentes domésticos era causada por vidro quebrado ou estilhaçado. Houve um movimento da saúde pública para conter seu uso. O vidro pode retornar, desde que fabricado com outras características de segurança.
Peter: No caso de mamadeiras, por exemplo, há outros materiais plásticos isentos de bisfenol. Pode ser mais caro, feio e menos prático, mas a saúde das crianças merece esse cuidado. Chegará num ponto em que todos irão ganhar. Mas nem toda substância sintética é nociva. Bem ou mal, a humanidade progrediu e as condições de saúde melhoraram. Mas por que não evitar aquilo que não sabemos se faz mal? Os recipientes de plástico velhos, principalmente mamadeiras com rachaduras, liberam mais monóxidos. Está provado que cigarro tem efeito sobre o desenvolvimento fetal e seu filtro tem bisfenol. Pode haver sinergismo de substâncias. Às vezes, em pequena quantidade, não faz tanto mal isoladamente, mas, junto à outra, apresenta efeito aditivo. Está comprovado que essas substâncias cruzam a barreira placentária e atingem o feto, ainda despreparado para receber grande carga de substâncias químicas. Ainda em relação a essas substâncias, intriga a questão da feminilização em anfíbios.
Ieda: Vale lembrar que o órgão sexual de anfíbios desenvolve-se em uma ou outra direção de forma sazonal
Peter: O que foi observado em anfíbios pode não acontecer em mamíferos, mas é indício de que essas substâncias alteram a diferenciação genital. Uma pesquisadora da área comportamental fez um estudo com crianças de até quatro anos demonstrando que meninos que preferiam as brincadeiras de menina apresentavam maiores níveis de determinados ftalatos no organismo. É um indício intrigante que exige mais pesquisas.
Fabiana: Não é o produtor, mas a comunidade científica que tem de provar que determinado produto faz mal, quando deveria ser o contrário, principalmente quando está ligado à alimentação.
Ieda: Se compararmos com dez anos atrás, evoluímos, mas queremos melhorar mais.
Como saber se há bisfenol
Procure o símbolo da reciclagem na parte de trás da embalagem. O bisfenol pode estar presente nos números 3 e 7. Às vezes, a mamadeira não tem esse símbolo, mas em geral é mencionado de que material é feita. Evite se for de policarbonato.

Fonte: Revista "Ser Médico".

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Filmes Plásticos Contaminam Alimentos

Filmes plásticos contaminam alimentos

Agência FAPESP

Por Thiago Romero

Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no Rio de Janeiro, concluiu que os filmes
plásticos de policloreto de vinila (PVC), utilizados
para revestir embalagens alimentares, contêm
substâncias tóxicas que podem migrar para alimentos
gordurosos como queijo, carne bovina ou frango.

O problema é causado por dois aditivos usados para dar
flexibilidade aos filmes plásticos: o DEHP, ftalato de
di-(2-etil-hexila), e o DEHA, adipato de
di-(2-etil-hexila). Segundo Shirley Abrantes,
pesquisadora do Instituto Nacional de Controle de
Qualidade em Saúde (Incqs), essas substâncias se
mostraram ligadas ao desenvolvimento de câncer de
fígado e a problemas de fertilidade. A pesquisadora,
entretanto, ressalta que os resultados foram obtidos
apenas em testes com animais.

De acordo com o estudo, a migração ocorre com mais
intensidade em alimentos gordurosos devido à
semelhança entre a composição química desses e a dos
aditivos utilizados pela indústria alimentícia. Foram
analisadas uma série de amostras do filme plástico
para quantificar a presença dos aditivos químicos e a
taxa de migração dessas substâncias para os alimentos.


O material analisado, segundo Shirley, apresentou
teores de DEHP de 33,17%. A Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) estipula que, para a
armazenagem de alimentos com mais de 5% de gordura,
pode haver apenas 3% do DEHP no plástico. Além disso,
foi constatado uma presença média de 14,7% da
substância DEHA nos plásticos analisados.

“Foi encontrada uma taxa de migração do DEHP para os
alimentos de 156,34 mg/kg, um valor 50 vezes superior
ao ideal. O limite máximo fixado pela União Européia é
de 3 mg/kg. Para o DEHA, que tem um valor permitido de
18 mg/kg, foi verificada uma taxa de migração de
147,41 mg/kg”, disse Shirley à Agência FAPESP.

O estudo mostrou ainda que todo o produto está sujeito
a contaminação, e não apenas a parte em contato com o
filme plástico. Isso porque os aditivos têm a
tendência de se difundir por todo o alimento.


Cláudio Lima - Terapeuta Naturista

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Andar de Bicicleta Proporciona Benefícios ao Bem-Estar e ao Meio Ambiente

Além de ser uma forma de lazer, andar de bicicleta é uma maneira de locomoção que proporciona benefícios ao bem-estar e ao meio ambiente. Saiba mais sobre essa prática e vá de bike!

Atualizado em 18/03/2011
Maria Carolina Balro
(Na foto: Eu, Alessandra Lóránt, meu filho Alexandre Antoan e Marina, a filhota de minha amiga cherrie Aline Kock)



Conteúdo do site BONS FLUIDOS 
Se até algum tempo atrás, a bicicleta era associada apenas a longos passeios dominicais, agora ela vem ganhando espaço também nas ruas. E não só para ir de casa para o trabalho e vice versa. Seu uso é para tudo.
De acordo com a pesquisa Origem/Destino 2007, realizada pelo Metrô a cada dez anos, dos 25,5 milhões de viagens/dia que acontecem na cidade de São Paulo, cerca de 156 mil são feitas de bicicleta. Em 1997, esse número era de apenas 56 mil. O que mostra um aumento de 183% nos últimos dez anos. "O cenário atual das grandes cidades, poluídas e congestionadas, a tendência mundial de preocupação com o meio ambiente e a qualidade de vida estão mudando os hábitos das pessoas", afirma Ana Paula Nogueira, gerente de Comunicação e Trade Marketing da Caloi. Exemplo disso é que, na década de 90, as mountain bikes eram os modelos mais consumidos no Brasil, mas nos últimos anos as bicicletas para uso urbano vêm ocupando cada vez mais espaço.
Infelizmente, a área dedicada às magrelas nas grandes cidades brasileiras ainda é inexpressiva. Em São Paulo, somente 37,5 quilômetros são cobertos por ciclovias. O Distrito Federal conta com apenas 42 quilômetros. Em Curitiba, esse número chegou a 100 quilômetros e no Rio de Janeiro a 150 quilômetros, ainda pouco, se comparado aos 400 quilômetros que cortam a cidade de Bogotá, na Colômbia.
Além dos poucos quilômetros de ciclovias, o perigo e o desrespeito com o ciclista são empecilhos para que a modalidade se desenvolva integralmente. "Muita gente ainda não se conscientizou de que a bicicleta é um veículo de propulsão humana e tem seu direito assegurado por lei nas vias públicas", afirma Sérgio Augusto Affonso, fundador do grupo Clube dos Amigos da Bike, de São Paulo, fundado em 1977. Ele ainda lembra que muitos ciclistas acabam trafegando pelas calçadas por terem medo de encarar as ruas e as avenidas, justamente pela falta de respeito com quem anda sobre duas rodas.
Felizmente, algumas iniciativas pontuais têm surgido no sentido de facilitar a vida dos ciclistas. Graças a uma iniciativa da Secretaria Municipal de Transportes, de São Paulo, a ciclofaixa paulistana ganhou mais 10 quilômetros, totalizando 30 quilômetros de extensão. Ao contrário das ciclovias, esse tipo de iniciativa prevê o uso de uma das faixas das ruas e avenidas para trânsito exclusivo das bikes em dias e horários determinados. A da cidade de São Paulo, por exemplo, abre somente aos domingos, das 7 às 14 horas. O que ainda é pouco para a demanda crescente por esse tipo de locomoção.

O mundo sobre duas rodas

Mais do que uma tendência ou hábito, trocar o carro por bike tem conquistado cada vez mais os brasileiros, mas já faz parte das políticas públicas em alguns países europeus. "Essas ações buscam solucionar problemas de mobilidade, promover a saúde da população e sanar as doenças das cidades dependentes de carro, como poluição, congestionamento e estresse", diz Renata Falzoni. Em Berlim, a cidade mais populosa da Alemanha, existem 775 quilômetros de ciclovias, quase 21 vezes mais que São Paulo, cuja população é três vezes maior. Em média, são 6 mil magrelas disponíveis em estacionamentos espalhados pelas ruas de 60 cidades alemãs.
Paris também atraiu os olhares do mundo todo quando a prefeitura implantou o sistema de aluguel de bicicletas chamado Vélib', em 2007. Qualquer pessoa pode pegar emprestada uma das 20 mil disponíveis, sendo os 30 primeiros minutos sem custo. Na capital da Dinamarca, Copenhague, o uso de bicicletas no trânsito corresponde a quase 40% do tráfego. Para incentivar essa prática, foram criados estacionamentos, pontes exclusivas e vagões especiais no metrô. A cidade de Amsterdã, na Holanda, também tem a mesma cultura - as bikes são responsáveis por cerca de 40% do transporte urbano.


Sites bacanas

Se você gosta ou pretende se aventurar sobre duas rodas, confira alguns sites que dão algumas dicas sobre o mundo dos ciclistas.
Cycle Chic (www.copenhagencyclechic.com)
· O fotógrafo dinamarquês Mikael Colville-Andersen criou o blog para mostrar o cotidiano das mulheres e suas bicicletas.


Clube de Cicloturismo do Brasil (www.clubedecicloturismo.com.br)
· Se você quer se aventurar em viagens de bicicleta, neste site é possível encontrar dicas sobre o assunto e um calendário com os próximos tours nacionais e internacionais. Clique no tópico "Links" e veja as viagens de bike pelo mundo.


Caloi (www.caloi.com.br)
· O site oferece um ícone chamado Universos, onde você encontra dicas de trilhas, parques e roteiros em diferentes locais do Brasil.


Night Biker's Club  (www.nightbikers.com)
· Fundado em 1989, o site criado por Renata Falzoni oferece passeios noturnos, além de dicas sobre educação e segurança do ciclista e da bike.


Pedalinas (www.pedalinas.wordpress.com)
· Um coletivo feminino de ciclistas para quem prefere pedalar só com as "Luluzinhas"!


Clube dos Amigos da Bike (www.cab.com.br)
· O Clube incentiva o ciclismo e o uso da magrela como meio de transporte. Também promove competições, cicloviagens, pedaladas noturnas, passeios e trilhas.


Vá de bike! (www.vadebike.org)
· No site você encontra várias dicas sobre ciclismo urbano, eventos e ainda pode participar de oficinas de aprendizado e prática da manutenção de bicicletas.


BIKETOURRIO (www.biketourrio.com.br)
· Agência de cicloturismo para quem quer conhecer o Rio de Janeiro sobre duas rodas.


AURORAECO (www.auroraeco.com.br)
· Promove viagens internacionais de bicicleta.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Plaza Sésamo, Vila Sésamo, Sesame Street!



É um maravilhoso vídeo, super educativo da língua espanhola e com uma linda mensagem.
Hoje eu e meu filho passamos uma noite muito gostosa, em harmonia e tranquilidade.
Neste sábado dia 09/04 estaremos comemorando o seu 3° aniversário que na verdade ele completou neste último 03/04. Quase nasceu no dia da mentira!
Enfim Álex Antoan está muito contente e energético como sempre, já entende que a festa dele acontecerá e está entusiasmado com o tema que será, adivinhem? Carros, da Disney. Fissurado!
Abraço a todos, espero que gostem do desenho.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Menos aditivos no seu prato!

Aditivos duvidosos (em vermelho) e/ou susceptíveis de provocar reacções alérgicas ou hipersensibilidade(*).
São informações interessantes (busquei por muito tempo) e muito importantes para uma vida menos sintética e artificial. Quanto mais aditivos como os relatados abaixo, menos o alimento proporcionará qualquer energia vital(energia viva), necessária para o nosso organismo.
Cuidado para risco de cãncer, tão óbvio hoje em dia entre nós, depois da obesidade.
Clique aqui para imprimir a versão oficial de bolso.


Corantes

*E102 Tartarazina
*E104 Amarelo-de-quinoleína
*E110 Amarelo-sol FCF ou Amarelo-alaranjado S
*E120 Cochonilha, ácido carmínico ou carminas
*E122  Azorubina ou carmosina
*E123 Amarante
*E124  Ponceau 4R ou vermelho-de-cochonilha A 
*E127 Eritrosina 
*E128  Vermelho 2G ou azogeranina 
*E129 Vermelho-altura AC 
*E131 Azul-patenteado V
*E132 Indigotina ou carmim-de-índigo
 E133 Azul-brilhante FCF
 E142  Verde S ou verde-brilhante BS
 E150c Caramelo amoniacal
 E150d Caramelo de sulfito de amónio
*E151  Negro-brilhante BN ou negro PN
*E154  Castanho FK 
*E155  Castanho HT 
*E160b Anato, bixina ou norbixina
*E161g  Cantaxantina
 E171 Dióxido de titânio
 E173 Alumínio
*E180 Litolrubina BK, pigmento de rubina ou carmina 6B

Conservantes

*E200  Ácido sórbico
*E202 Sorbato de potássio
*E203 Sorbato de cálcio 
*E210 Ácido benzóico
*E211 Benzoato de sódio 
*E212 Benzoato de potássio 
*E213 Benzoato de cálcio 
*E214 Para-hidroxibenzoato de etilo 
*E215 Sal de sódio do para--hidroxibenzoato de etilo
*E216 Para-hidroxibenzoato de propilo
*E217 Sal de sódio do para--hidroxibenzoato de propilo
*E218 Para-hidroxibenzoato de metilo
*E219 Sal de sódio do para--hidrobenzoato de metilo
*E220 Dióxido de enxofre
*E221 Sulfito de sódio
*E222 Hidrogenossulfito de sódio
*E223 Metabissulfito de sódio
*E224 Metabissulfito de potássio
*E226 Sulfito de cálcio
*E227 Hidrogenossulfito de cálcio
*E228 Hidrogenossulfito de potássio
*E230 Bifenilo ou difenilo 
*E231 Ortofenilfenol
*E232 Ortofenilfenol de sódio 
 E234  Nisina 
 E235 Natamicina ou pimaricina 
 E239  Hexametilenotetramina 
 E242 Dicarbonato dimetílico
*E249  Nitrito de potássio
*E250  Nitrito de sódio
*E251  Nitrato de sódio
*E252  Nitrato de potássio
*E284  Ácido bórico
*E285 Tetraborato de sódio ou bórax 
*E1105 Lisozima


Antioxidantes e reguladores de acidez


*E310 Galato de propilo 
*E311 Galato de octilo 
*E312 Galato de dodecilo
*E320 Butil-hidroxianisolo ou BHA 
*E321 Butil-hidroxitolueno (BHT)
*E322  Lecitinas
 E338 Ácido fosfórico 
 E339 Fosfatos de sódio
 E340 Fosfatos de potássio
 E341  Fosfatos de cálcio
 E343  Fosfatos de magnésio
 E350 Malatos de sódio
 E351 Malatos de potássio
 E352 Malatos de cálcio
 E380 Citrato triamónico


Agentes de textura


 E407 Carragenina
 E407a Algas Eucheuma transformadas
*E410 Farinha de semente de alfarroba
*E412  Goma de guar
*E413  Goma adragante ou tragacanta
*E414  Goma de acácia ou arábica
*E416 Goma karaya
*E417 Goma de tara
 E418 Goma gelana
 E425 Konjac
 E431 Estearato de polioxietileno (40)
 E432 Polissorbato 20 
 E433 Polissorbato 80
 E434  Polissorbato 40 
 E435 Polissorbato 60 
 E436  Polissorbato 65 
 E442  Fosfatidatos de amónio
 E450 Difosfatos
 E451 Trifosfatos
 E452 Polifosfatos
*E476  Polirricinoleato de poliglicerol
 E477 Ésteres de 1,2 propanidiol de ácidos gordos
 E479b Produtos da reacção do óleo de soja oxidado
 E520  Sulfato de alumínio 
 E521  Sulfato de alumínio e sódio 
 E522 Sulfato de alumínio e potássio 
 E523 Sulfato de alumínio e amónio 
 E541 Fosfato de alumínio e sódio
 E554  Aluminossilicato de sódio
 E555  Aluminossilicato de potássio
 E556  Aluminossilicato de cálcio
 E559 Silicato de alumínio ou caulino


Intensificadores de sabor


*E620 Ácido glutâmico
*E621  Glutamato monossódico
*E622  Glutamato monopotássico
*E623  Diglutamato de cálcio
*E624  Glutamato monoamónico
*E625   Diglutamato de magnésio


Diversos

 E459 Beta-ciclodextrina
 E900 Dimetilpolissiloxano
*E903 Cera de carnaúba
*E904  Goma laca
 E999 Extracto de quilaia
 E1201 Polivinilpirrolidona
 E1202 Polivinilpolipirrolidona


Edulcorantes


*E951 Aspártamo
 E952 Ácido ciclâmico 
 E954 Sacarina e seus sais


Em vermelho: aditivos duvidosos.
*: aditivos susceptíveis de provocar reacções alérgicas ou hipersensibilidade.